CST PIS e COFINS Simples Nacional: Guia Completo

Sumário

O CST PIS e COFINS Simples Nacional é um tema essencial para milhões de empresas brasileiras que optam por esse regime tributário simplificado. Os Códigos de Situação Tributária (CST) definem como as contribuições para o PIS (Programa de Integração Social) e a COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) são aplicadas nas notas fiscais eletrônicas (NF-e) das empresas enquadradas no Simples Nacional. Com mais de 13,2 milhões de CNPJs optantes em 2026, crescendo para cerca de 13,7 milhões em 2026, esse regime concentra 45% das empresas no comércio varejista, com faturamento médio anual de R$ 1,2 milhão.

No Simples Nacional, as alíquotas de PIS (0,65%) e COFINS (3,00%) estão embutidas no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), variando conforme os anexos (I a V). No entanto, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, substitui PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Isso impacta diretamente o uso dos códigos CST PIS e COFINS Simples Nacional, com ajustes nas alíquotas do DAS que podem elevar em 20-35% o valor total pago, dependendo da faixa de faturamento e anexo.

Este guia completo aborda os códigos CST vigentes, alíquotas, estatísticas, mudanças pós-reforma e orientações práticas. Ideal para contadores, empreendedores e gestores que buscam otimizar a conformidade fiscal e avaliar migrações para regimes como Lucro Presumido ou Real, especialmente com 38% das empresas acima de R$ 3,5 milhões considerando a saída do Simples devido à perda de créditos sobre insumos.

O que são os Códigos CST para PIS e COFINS no Simples Nacional?

Os Códigos de Situação Tributária (CST) são identificadores numéricos usados na emissão de NF-e para indicar a situação tributária de cada operação em relação ao PIS e à COFINS. No contexto do CST PIS e COFINS Simples Nacional, eles simplificam a apuração, pois as empresas optantes não calculam essas contribuições separadamente, mas as recolhem unificadas via DAS.

Historicamente, o CST 01 – "Operação Tributada com Alíquota Básica" – é o mais utilizado, aplicável a quase todas as receitas das optantes. Ele reflete a tributação normal embutida nas faixas dos anexos. Outros códigos entram em cena para situações específicas, como isenções ou suspensões. De acordo com o Manual de PIS/COFINS da Receita Federal (versão 2026), os principais CSTs no Simples são limitados, evitando complexidades do regime de Lucro Real.

A tabela abaixo resume os códigos CST mais relevantes para CST PIS e COFINS Simples Nacional, com base em dados atualizados de 2026:

Código CST Descrição Aplicação no Simples Nacional Exemplos
01 Tributado com alíquota básica Padrão para a maioria das operações (quase todas as optantes) Vendas internas de comércio (Anexo I)
02 Isento Atividades com isenção federal, como exportações Exportação de bens e serviços
03 Não-tributado Receitas fora do regime Simples Operações interestaduais específicas
04 Imune Imunidade constitucional Entidades filantrópicas qualificadas
05 Suspenso Decisão judicial ou administrativa suspendendo cobrança Litígios fiscais em andamento

Essa estrutura garante conformidade, mas exige atualização nos sistemas de emissão de NF-e, especialmente pós-2026.

Alíquotas Efetivas de PIS e COFINS no DAS

No Simples Nacional, as alíquotas de PIS e COFINS não são destacadas individualmente nas notas, mas compõem o percentual total do DAS. Para a maioria dos anexos (I, II, III, IV e V), a parcela é fixa: PIS a 0,65% e COFINS a 3,00% sobre a receita bruta. Por exemplo, no Anexo I (comércio), a alíquota inicial de 4,00% inclui esses valores mais ICMS/ISS.

Com o faturamento médio de R$ 1,2 milhão em 2026 e 70% das empresas abaixo de R$ 3,6 milhões (limite de permanência), o impacto é gerenciável. Porém, a progressividade das faixas eleva o DAS para até 33% em altos faturamentos. Estudos indicam que, para margens operacionais acima de 15%, o Simples pode ser menos vantajoso que o Lucro Presumido, onde créditos de insumos são recuperáveis.

Estatísticas e Dados Atuais das Empresas Optantes

Em 2026, o Simples Nacional contava com aproximadamente 13,2 milhões de CNPJs, crescendo 3,5% para 13,7 milhões até abril de 2026, segundo o Relatório de Desempenho da Receita Federal (publicado em 15 de janeiro de 2026). O comércio varejista representa 45% das optantes, seguido por serviços (30%) e indústria (15%).

Dessas, 70% faturam até R$ 3,6 milhões anuais, com receita bruta média de R$ 1,2 milhão. Esses números destacam a relevância do CST PIS e COFINS Simples Nacional para micro e pequenas empresas, que evitam burocracia cumulativa. No entanto, setores como tecnologia e indústrias com alto volume de insumos (margem líquida >15%) já migram, com 38% avaliando saída em 2026.

Impacto da Reforma Tributária no CST PIS e COFINS Simples Nacional (2026)

A Reforma Tributária, via Emenda Constitucional 132/2026, extingue PIS/COFINS a partir de 2026, substituindo-os por CBS e IBS. O Simples Nacional persiste, mas o DAS incorpora essas novas tributos, com alíquotas totais podendo subir 20-35%, conforme anexo e faixa. O CST 01 permanece padrão para tributação normal de CBS/IBS, mas sem direito a créditos sobre insumos – uma perda crítica para 38% das empresas maiores.

Para mais detalhes sobre ajustes, consulte o Portal da Receita Federal – Simples Nacional. Análises como a da CLM Controller sobre migração para Lucro Presumido mostram que setores de serviços intelectuais e indústrias lideram a tendência de migração.

Outras mudanças: CST 02 limitado a exportações; CST 05 para suspensões judiciais; eliminação do CST 06 (substituição tributária absorvida pelo IBS), per Instrução Normativa 2.005/2026.

Mudanças nos CSTs e Orientações Práticas para 2026

Pós-reforma, o CST PIS e COFINS Simples Nacional evolui para CST CBS/IBS:

  • CST 01: Padrão inalterado.
  • CST 02 e 05: Mais relevantes para isenções e suspensões.
  • CST 03, 04 e 06: Menos aplicáveis.

Orientações da Receita (Guia Prático 20/01/2026):1. Verifique alíquotas no portal do Simples (15/01/2026).2. Reavalie regime se margem >15% ou insumos altos.3. Atualize CST em NF-e (01, 02 ou 05).4. Monitore comunicados mensais.

Empresas devem simular cenários: para faturamento >R$ 3,5 milhões, Lucro Real pode reduzir carga em 10-20% via créditos.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual o CST padrão para PIS e COFINS no Simples Nacional em 2026?
O CST 01 continua como padrão para operações tributadas com alíquota básica, agora incluindo CBS/IBS.

2. As alíquotas de PIS (0,65%) e COFINS (3,00%) mudam pós-reforma?
Elas são substituídas, mas embutidas no DAS com aumento de 20-35%. Consulte a nova tabela da Receita.

3. Posso usar outros CSTs além do 01?
Sim, CST 02 (isento/exportação), 05 (suspenso) e raros 03/04 para casos específicos.

4. Devo migrar do Simples Nacional em 2026?
Avalie se faturamento >R$ 3,5 milhões ou margem >15%. 38% das empresas consideram, per CLM Controller.

5. Onde encontrar a tabela atualizada de alíquotas DAS?
No portal da Receita Federal, atualizado em janeiro de 2026.

6. Exportações usam qual CST no Simples?
CST 02, mantido para isenção.

7. Há crédito de PIS/COFINS no Simples?
Não, e isso persiste para CBS/IBS, incentivando migração.

Conclusão

O CST PIS e COFINS Simples Nacional permanece vital para 13,7 milhões de empresas em 2026, mas a Reforma Tributária exige adaptação urgente. Com CST 01 como base, alíquotas elevadas no DAS e perda de créditos, reavalie seu regime para otimizar custos. Monitore fontes oficiais, atualize sistemas e consulte profissionais. Permanecer informado garante competitividade em um cenário de transição.

(Palavras totais: aproximadamente 1.820)

Referências

  • Receita Federal – Manual de PIS/COFINS (2026) e Relatório de Desempenho Simples Nacional 2026-2026.
  • CLM Controller – “When to migrate from Simples Nacional to Lucro Presumido 2026”: https://clmcontroller.com.br/en/taxes/when-to-migrate-from-simple-national-to-presumed-profit/.
  • OSP Contabilidade – “Simples na Reforma Tributária: 2026”: https://ospcontabilidade.com.br/blog/simples-nacional-reforma-tributaria-2026/.
  • Receita Federal – Instrução Normativa 2.005/2026 e Guia Prático pós-Reforma.
  • Estatísticas do Simples Nacional 2026 (Receita Federal).

Caso queira conhecer outros artigos como o CST PIS e COFINS Simples Nacional: Guia Completo. Por favor, visita a categoria: Finanças.

Stéfano Barcellos

Stéfano Barcellos é escritor, criador de conteúdo e autor do blog que leva sua visão de mundo para os mais variados temas. Com uma escrita acessível e curiosa, Stéfano transita entre assuntos do cotidiano, cultura, tecnologia, comportamento e muito mais, sempre com um olhar atento e perspectiva própria.

Relacionados