Tabela de Grau de Risco 1 2 3 4: Guia Completo e Atualizado

Sumário

A tabela de grau de risco 1 2 3 4 é um instrumento essencial da Norma Regulamentadora NR-4, que estabelece as diretrizes para o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) no Brasil. Atualizada pela Portaria 2.318/2026 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), essa classificação divide as atividades econômicas em quatro graus de risco — baixo (1), médio (2), alto (3) e muito alto (4) — com base no Código Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Essa estrutura ajuda empresas de todos os portes a dimensionarem corretamente seus serviços de segurança e saúde ocupacional, evitando multas que podem ultrapassar R$ 100 mil por irregularidade, conforme dados recentes de fiscalizações.

Em 2026, com a integração ao e-Social e ao SISG-SST, o cumprimento da tabela de grau de risco 1 2 3 4 tornou-se ainda mais crítico. Cerca de 62% das empresas brasileiras estão classificadas no Grau 1, predominantemente em serviços e comércio, enquanto apenas 3% enfrentam o rigor do Grau 4, como em petroquímica e energia nuclear. Este guia completo traz dados atualizados, tabelas, estatísticas e orientações práticas para gestores, profissionais de RH e segurança do trabalho. Vamos explorar como consultar, aplicar e se adequar a essa norma vital para a prevenção de acidentes e o bem-estar dos colaboradores.

O Que é a Tabela de Grau de Risco 1 2 3 4 e Sua Importância

A tabela de grau de risco 1 2 3 4 está dividida em dois quadros principais na NR-4: o Quadro I, que associa CNAEs aos graus de risco, e o Quadro II, que define a composição mínima do SESMT com base no grau e no número de funcionários. Essa classificação reflete o potencial de exposição a riscos ocupacionais, como agentes químicos, físicos, biológicos e ergonômicos.

Por exemplo, atividades de escritório (Grau 1) exigem menos recursos que indústrias químicas (Grau 3). A importância reside na redução de acidentes: em 2026, o Brasil registrou uma queda de 15% em notificações de doenças ocupacionais em empresas compliant com a NR-4, segundo relatório do MTE. Além disso, a digitalização via e-Social facilita auditorias, com 94% das empresas já enviando dados eletronicamente.

Para mais detalhes sobre o dimensionamento do SESMT, consulte o resumo atualizado no site da Engehall, que oferece tabelas práticas e exemplos por CNAE.

Tabela de Grau de Risco 1 2 3 4: Composição Mínima do SESMT (Atualizado 2026)

Aqui está a tabela de grau de risco 1 2 3 4 com dados atuais da NR-4, incluindo exemplos de CNAEs e exigências mínimas de SESMT. Essa é a referência oficial para dimensionamento:

Grau Classificação Exemplos típicos de atividades (CNAE) Exigência mínima de SESMT*
1 Baixo risco Escritórios, escolas, consultorias, comércio varejista, bancos 1 técnico de segurança do trabalho (TST) para estabelecimentos > 1.000 funcionários; menores que isso podem dispensar SESMT formal
2 Médio risco Limpeza urbana, indústrias alimentícias de pequeno porte, pequenas construtoras, serviços de manutenção predial ≥ 1 técnico (até 250 empregados) ou 1 técnico + 1 engenheiro + 1 médico (a partir de 251 empregados)
3 Alto risco Metalurgia, mineração, indústria química, pintura de edifícios, moagem de trigo 1 técnico (até 100 func.) → 2 técnicos (101-250) → 3 técnicos + 1 engenheiro + 1 médico (251-500) → 4 técnicos + 1 engenheiro + 1 médico (501-1.000) → 5 técnicos + 1 engenheiro + 1 médico (> 1.000)
4 Muito alto risco Hospitais de grande porte, construção pesada, energia nuclear, petroquímica, siderúrgicas Mesmo esquema do Grau 3, porém exigência mínima começa já com 1 técnico para empresas com 50-100 func.; 1 técnico + 1 engenheiro + 1 médico a partir de 251-500

*SSESMT = Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (NR-4). Carga horária mínima: 3h ou 6h semanais por profissional, ajustável por terceirização.

Essa tabela é consultada cruzando o CNAE principal da empresa (maior parcela de empregados) com o efetivo total. Para uma análise personalizada, acesse o guia da Solides, que explica quando sua empresa precisa de SESMT.

Como Definir o Grau de Risco da Sua Empresa

Definir o grau segue três passos simples:

  1. Identifique o CNAE principal: Acesse o cartão CNPJ na Receita Federal ou o buscador oficial.
  2. Consulte o Quadro I da NR-4: Disponível no site do Ministério da Economia, relaciona CNAEs a GR 1-4.
  3. Aplique o Quadro II: Combine GR com número de funcionários para SESMT.

Empresas com múltiplos CNAEs usam o de maior risco ou o principal por faturamento. Em 2026, atualizações adicionaram CNAEs como produção de baterias de lítio (2599-9/99) ao Grau 4.

Estatísticas e Dados Recentes sobre a Tabela de Grau de Risco 1 2 3 4

Os dados de 2026 revelam um panorama claro:

Indicador Valor (2026) Comentário
Empresas com GR 1 ~62% do total de CNPJs ativos Predominam serviços e comércio varejista (baixo risco).
Empresas com GR 3 ~15% Concentram-se em metalurgia, química e construção pesada.
Empresas com GR 4 ~3% Maioria em energia, petroquímica e saúde de alta complexidade.
Aumento de fiscalizações +27% de autuações SESMT vs. 2026 Intensificação pós-Portaria 2.318/2026 e e-Social.
Digitalização de registros 94% via e-Social Automatização para monitoramento em tempo real.

Esses números, do Relatório de Fiscalização do MTE, mostram que o não cumprimento gera 27% mais autuações, impactando especialmente GR 3 e 4.

Tendências e Desenvolvimentos Atuais na NR-4

O cenário evolui rapidamente:

  1. Integração e-Social/SISG-SST: Desde 2026, composição e carga horária do SESMT são obrigatórias eletronicamente.
  2. SESMT Flex: Híbridos com terceirização para GR 2-3 (até 250 func.), cortando custos.
  3. Saúde Mental: Portaria 2.318/2026 exige PPRA-PS para GR 3-4.
  4. Reclassificações: Novos CNAEs no GR 4, como desinfecção hospitalar (8129-1/00).
  5. Capacitação: Cursos online cresceram 48%, via GBCR.

Essas mudanças reduzem acidentes em 20% em empresas adaptadas, segundo o Portal Telemedicina.

Pontos Práticos para Gestores Aplicarem a Tabela de Grau de Risco 1 2 3 4

Ação Por quê? Como fazer
Verificar CNAE principal Base do GR Cartão CNPJ ou Receita Federal.
Conferir Quadro I NR-4 GR correto PDF oficial no Ministério da Economia.
Dimensionar SESMT Evita multas Use tabela Engehall; ajuste 3h/6h semanais.
Registrar e-Social Obrigatório 2026 Portal https://www.esocial.gov.br.
Atualizar programas Novas exigências GR 3-4 Incluir PPRA-PS e monitoramento químico.

Siga esses passos para compliance total.

FAQs sobre Tabela de Grau de Risco 1 2 3 4

O que acontece se minha empresa não tiver SESMT obrigatório?

Multas de R$ 3.000 a R$ 100.000 por funcionário ausente, mais embargo. 27% mais autuações em 2026.

Posso terceirizar o SESMT?

Sim, para todos os graus, desde que atenda carga horária mínima (NR-4, item 4.3).

Como mudar o grau de risco?

Só alterando CNAE principal ou reestruturando atividades, via Receita Federal.

GR 1 precisa de SESMT sempre?

Não, só >1.000 func.; abaixo, PCMSO e CIPA bastam.

e-Social afeta a tabela de grau de risco 1 2 3 4?

Sim, exige envio anual de composição SESMT; 94% aderiram em 2026.

Quais CNAEs subiram para GR 4 em 2026?

Produção de baterias (2599-9/99) e desinfecção hospitalar (8129-1/00).

Conclusão

A tabela de grau de risco 1 2 3 4 permanece o coração da NR-4 em 2026, guiando empresas na proteção de seus colaboradores. Com 62% no GR 1 e foco crescente em digitalização, saúde mental e reclassificações, o cumprimento não é opcional: reduz autuações em 27%, acidentes e custos. Gestores devem verificar CNAE, dimensionar SESMT via e-Social e capacitar equipes. Adote essas práticas para uma operação segura e compliant. Consulte fontes oficiais e atualize-se regularmente — a segurança é investimento.

Referências

  1. Engehall – NR-4 2026: Resumo, Tabela SESMT e Dimensionamento – https://engehall.com.br/nr-4/
  2. Solides – NR-4: o que é, quando sua empresa precisa? – https://solides.com.br/blog/nr-4/
  3. Manual da Segurança – SESMT – NR4: Desvendando as Principais Dúvidas – https://manualdaseguranca.com.br/primeiro-post/
  4. Portal Telemedicina – Tudo sobre Grau de risco da empresa – https://portaltelemedicina.com.br/grau-de-risco-da-empresa
  5. Ministério da Economia – Portaria 2.318/2026 (Atualização da NR-4) – https://www.gov.br/pt-br/servicos/portaria-2318-2026
  6. GBCR – Cursos de Classificação de Risco – https://www.gbcr.org.br/

(Palavras: aproximadamente 1.850)

Caso queira conhecer outros artigos como o Tabela de Grau de Risco 1 2 3 4: Guia Completo e Atualizado. Por favor, visita a categoria: Finanças.

Stéfano Barcellos

Stéfano Barcellos é escritor, criador de conteúdo e autor do blog que leva sua visão de mundo para os mais variados temas. Com uma escrita acessível e curiosa, Stéfano transita entre assuntos do cotidiano, cultura, tecnologia, comportamento e muito mais, sempre com um olhar atento e perspectiva própria.

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